“Os primeiros fregueses que entraram no Café Ideal, espalhando-se aqui e ali, eram todos homens, todos frequentadores assíduos, e nenhum tinha muito a dizer. Entre cinco e seis horas, quase não se ouvia nada no café. Os homens que entravam durante essa primeira hora não tinham esposas nem namoradas, mas cada um deles teria uma história a contar se decidisse fazê-lo, uma história sobre um acidente, uma morte, um baque ou um traço de personalidade que o tinha transformado em que ele era agora: um personagem solitário numa sala cheia de outros personagens solitários que tomavam o seu café-da-manhã sozinhos.”
(Siri Hustvedt, O encantamento de Lily Dahl)